A parábola da saia de corrida

Há um tempo eu estava conversando com a Mari C. e ela comentou como queria usar uma saia de corrida. Saias de corrida estão na moda, são lindas, fofas, femininas e, cara, se elas conseguem deixar a Serena Williams linda, porque não euzinha?

 

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(Serena Wlliams mostrando toda a usabilidade de uma saia esportiva)

Eu sou uma entusiasta de porcarias e trecos e apetrechos. Tenho uma garrafa roxa de listra lilás para ir pra academia. Eu uso meias do Harry Potter para correr, sabe. É claro que qualquer coisa diferente parece ter uma seta em neon para mim.

Bom, problema era achar uma saia de corrida que coubesse nas minhas coxas de devoradora de polenta com ragu de calabresa. E a questão é que não tinha. Experimentei de vários lugares, de vários tipos, marcas, cores e tecidos… e acabei desencanando. Virou um desejo da lista de coisas que queria em longo prazo.

Comentei com a minha mãe sobre esse desejo no final de semana e quarta feira cheguei em casa e encontrei um pacotinho com uma saia de corrida. Presente a mamã. Pretinha, básica, linda, fofa.

(Um parêntese. Minha mãe é a maior incentivadora das minhas atividades físicas. Ela vai comigo para a academia, ela está sempre ao meu lado vibrando a cada quilo perdido. Meu primeiro tênis de corrida foi presente de Natal dela. Assim como parte das minhas roupas de exercício. Obrigada! <3).

Aí eu olhei a saia, eu segurei a saia e eu abri o berreiro. É claro que ela não caberia em mim. Era pequena demais, lindinha demais, não, não era para mim. Levei a saia até ela e agradeci, entre lágrimas, a tentativa.

“Você experimentou?”, ela perguntou. “Não mãe, conheço meu corpo, não vai caber”, eu respondi, contendo um soluço super dramático, de forma que ela pudesse compreender a dimensão do pesadelo que é procurar roupas quando se está fora do padrão. “Experimenta logo!”, ela berrou, super gentil. E eu, que sou esperta, obedeci.

Coube. E ficou linda (#modéstia). Então o que eu queria dizer é que às vezes a gente acha que algumas coisas boas são para os outros. Que a gente não merece algo e é o medo de tentar que nos separa da realização de um desejo. Foi só uma saia de corrida, mas também foi a alegria de riscar mais alguma coisa da listinha de to-dos.  E eu vou valorizar cada pequena conquista
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 (o rosto vermelho é pra combinar com a cor da camiseta – tinha corrido 3k depois da musculação)

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